[Resenha] Grupo de Apoio a Serial Killers

“Para encontrar um monstro, ela precisou se sentar entre vários.”
Existem livros que prendem pela curiosidade, e existem aqueles que capturam pela tensão psicológica. Grupo de Apoio a Serial Killers faz os dois com maestria. Em seu livro de estreia, Saratoga Schaefer entrega um thriller sombrio, provocante e extremamente viciante — daqueles que fazem o leitor sentir desconforto a cada página e, ainda assim, querer continuar.
A trama acompanha Cyra Griffin, uma mulher devastada pela morte brutal da irmã. Sem respostas, sem justiça e consumida pelo luto, ela decide seguir por um caminho impensável: infiltrar-se em um grupo secreto frequentado por serial killers, acreditando que, entre eles, está a pessoa responsável pelo crime. A premissa, por si só, já é genial, mas o que torna a leitura realmente impactante é a forma como a autora constrói a mente da protagonista.
Uma mente à beira do abismo
Cyra não busca apenas vingança. Ela está lutando contra a própria dor, contra a obsessão e contra a linha tênue que separa justiça de monstruosidade. Conforme mergulha nesse ambiente cercado por pessoas frias, manipuladoras e perigosas, o suspense cresce de forma sufocante. Cada reunião do grupo carrega uma atmosfera pesada, inquietante e imprevisível, onde qualquer palavra errada pode significar o fim.
O livro trabalha muito bem os jogos mentais, a paranoia e a dúvida constante sobre quem realmente é confiável. Além disso, apresenta uma crítica silenciosa sobre trauma, moralidade e até onde alguém pode ir quando a dor se transforma em combustível.
O mais assustador não são apenas os serial killers, mas perceber como Cyra vai, pouco a pouco, sendo consumida pelo mesmo abismo que jurou enfrentar.
Uma leitura brutal, inteligente e perturbadora na medida certa. Perfeita para quem ama thrillers psicológicos, suspense sombrio e protagonistas femininas movidas pela vingança.

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