Carla Madeira revela “Quando”, novo livro sobre culpa e os limites do amor materno

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Cris Cortez/Divulgação

A escritora Carla Madeira anunciou a publicação de seu mais novo romance, previsto para agosto de 2026. Intitulado Quando, o quarto livro da autora apresenta uma trama intensa e provocadora: a história de uma mãe que decide denunciar o próprio filho, um adolescente de 17 anos, após ele cometer um crime. Ambientado na década de 1980, o romance promete mergulhar em dilemas morais profundos, explorando temas como culpa, responsabilidade e os limites do amor materno. A obra será publicada pela Editora Record.

Durante o processo criativo, Carla Madeira revelou ter passado mais de três anos em busca de uma palavra-chave que sintetizasse a essência do livro: “engrama”. O termo, oriundo da neuropsicologia, refere-se ao traço físico ou à marca neural deixada no cérebro por experiências, aprendizados ou estímulos. Em outras palavras, são redes de neurônios que, ao serem reativadas, permitem a recordação de memórias, emoções e contextos. Dinâmicos e em constante reorganização, os engramas dialogam diretamente com a proposta narrativa de Quando. Eles sugerem uma reflexão sobre como o passado se inscreve no indivíduo e influencia suas escolhas.

Outro destaque recente da autora é a adaptação de Véspera, que ganhará uma série de oito episódios produzida pela HBO Max. A produção contará com Gabriel Leone, interpretando os gêmeos Caim e Abel, e Bruna Marquezine no papel de Veneza. As filmagens terminaram em 2025 e a estreia deve acontecer nos próximos meses, embora ainda não haja uma data oficial confirmada.

Além de Véspera, Carla Madeira é autora de outros dois romances de grande sucesso: Tudo é Rio e A Natureza da Mordida. Em Tudo é Rio, sua obra de estreia, a autora constrói uma narrativa visceral sobre amor, perda e redenção, acompanhando a complexa relação entre um casal marcado por uma tragédia e uma prostituta que atravessa suas vidas. Já em A Natureza da Mordida, Madeira explora as nuances da memória, da identidade e das relações familiares, com uma escrita sensível e fragmentada que reflete a própria instabilidade das lembranças.

Com Quando, a expectativa é, portanto, de mais uma narrativa potente e sensível, capaz de provocar reflexões profundas sobre memória, culpa e os limites das relações humanas — marcas já presentes na escrita de Carla Madeira. Resta agora aguardar: que novas camadas emocionais e dilemas a autora irá nos revelar desta vez?

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